Estado de Minas - O trabalho com os componentes do café realizado pelo Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], que identificou as propriedades nutricionais da bebida, também foi premiado pelo CeCafé. A pesquisa revelou que, em razão de seus componentes, o café pode fazer muito bem à saúde.

A comunidade científica já considera o café um alimento nutricional e farmacêutico. Além da cafeína, o produto é formado por muitos outros componentes, tão ou mais importantes, como sais minerais [3 a 5%], açúcares [35 a 55%], lipídios [10 a 20%], aminoácidos [2%] e niacina ou Vitamina PP [0,5%], e farmacêuticas, como a própria cafeína [1 a 2,5%] e ácidos clorogênicos [7 a 9%].

De acordo com pesquisas realizadas no Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão, o consumo de até cinco xícaras de café por dia contribui na prevenção de várias doenças, como o câncer de cólon, diabetes, a doença de Parkinson e o mal de Alzheimer. Isso porque ele possui propriedades antioxidantes e protege os neurônios.

O uso farmacêutico do café – ou seja, na composição de medicamentos – já vem sendo estudado contra disfunções psíquicas e deve tornar-se realidade em no máximo cinco anos. No processo de torra do café, os ácidos clorogênicos transformam-se em quinídeos, que atuam no sistema nervoso central, modulando o estado de humor e o mecanismo de gratificação, ajudando a prevenir a ocorrência de depressão [doença que afeta cerca de 20% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde] e suas conseqüências. Além disso, ajuda a prevenir doenças cardíacas.